O Samoieda é uma das raças mais antigas que se conhece e sua origem pode ser pesquisada na Pré-História. É descendente direto dos cães utilizados na tribo dos Samoyedos, uma população mongólica das estepes da Sibéria ártica, desde o mar Branco até o rio Ienissei. 

Caçadores, pescadores e pastores de renas, esse povo siberiano sempre contou com a prestimosa ajuda dos “bjelkiers” (cães brancos que geram filhotes brancos) – como eram chamados: puxavam trenós, carregavam cargas, ajudavam na caça de animais – como ursos – e protegiam os rebanhos de renas. 

Os cães nasciam dentro das tendas e conviviam estreitamente com as famílias. Outra função importante era a de aquecer as pessoas, nessas regiões geladas da Sibéria. Essa proximidade com os seres humanos dotou a raça de uma grande domesticidade e de sua característica ausência de cheiro. 

A civilização ocidental conheceu o Samoieda através do oceanógrafo e explorador norueguês Fridtjof Nansen (1861-1930), que adquiriu 40 exemplares da raça, importados da Sibéria, e com eles realizou uma expedição à Groenlândia. 

Em 1897, Robert Scott levou alguns exemplares de Samoieda para a Inglaterra. A popularidade alcançada pela raça foi tão grande que, em 1909, os ingleses decidiram importar um grupo de reprodutores, dando início à criação metódica da raça. A partir de então, ela começou a se difundir pelo mundo todo. 

Os exemplares da atualidade apresentam, praticamente, as mesmas características dos seus antepassados, que viviam há mais de 5.000 anos com a tribo dos Samoyedos, na Sibéria.

No Brasil, o Samoieda foi introduzido em 1975, por Werner Degenhardt, a quem prestamos nossa homenagem e agradecimentos.